Da redação
A eleição presidencial foi marcada por dois “plebiscitos” que, na análise do diretor da Quaest, Felipe Nunes, definiram o resultado: primeiro, a avaliação do governo Lula; depois, o julgamento sobre a possibilidade de retorno da família Bolsonaro ao poder.
Na véspera da primeira votação, 52% dos eleitores esperavam a vitória de Lula. Com 44% de aprovação e 49% de desaprovação do governo, 43% temiam a continuidade da gestão, ante 40% que receavam a volta dos Bolsonaro. O voto útil à direita favoreceu Flávio Bolsonaro.
Na etapa final, 51% passaram a considerar viável a vitória da oposição. A ampliação de benefícios sociais e a mobilização anti-Bolsonaro acompanharam a inversão dos temores: o receio da volta dos Bolsonaro subiu a 45%, acima dos 42% pela continuidade do governo.
Quase cinco milhões a mais votaram no segundo turno; a abstenção recuou de 21,08% para 19,22%, menor nível desde 2006. Os ausentes eram sobretudo jovens, mais pobres e simpáticos a Lula, perfil que os modelos tradicionais não captaram.



