Da redação
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) pediu à Justiça, na quarta-feira (28), R$ 50 milhões em reparação aos moradores dos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio, afetados pela Operação Contenção, que deixou 122 mortos.
O pedido prevê destinar os recursos a educação, saúde, esporte, lazer e atendimento psicossocial, além de assistência específica em saúde mental, sem prejuízo de indenizações individuais. A ação também se apoia em relatório da Human Rights Watch (HRW), produzido após investigação de um ano.
O levantamento examinou 4,4 mil horas de gravações, 122 laudos, cerca de 9 mil páginas de documentos e ouviu 41 testemunhas. Apontou indícios de força excessiva, agressões, invasões e falhas nas câmeras; nenhuma das 122 mortes aparece nos registros analisados.
Até 27 de outubro, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) havia oferecido 12 denúncias contra 28 policiais militares, todas recebidas pela Justiça, por roubo, furto, peculato e violação de domicílio. As acusações não definem responsabilidade dos agentes pelas mortes, cuja investigação continua.



