Da redação
Senadores do PP se incomodaram com o lançamento da candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado, marcado para quarta-feira (4), e com ataques supostamente atribuídos a bolsonaristas contra a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Banners e publicações cobravam que ela desistisse e “parasse de atrapalhar a oposição”.
Cristina e Marinho têm um acordo para apresentar uma candidatura única da oposição contra a reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas não definiram quem disputará. O plano é que, em janeiro, o nome considerado menos viável abra mão da disputa. A eleição será em 1º de fevereiro.
O incômodo não deve, por enquanto, levar o PP a mudar votos em favor de Alcolumbre. Se os ataques persistirem, uma negociação com o presidente do Senado poderá ser aberta. A sigla terá seis votos: dois são dados como certos para Alcolumbre, dois para a oposição e dois seguem indefinidos.
O PL discutirá a estratégia, e o lançamento de Marinho deve reunir o Novo e senadores de oposição; o PP deve boicotar o ato. Carlos Portinho (PL-RJ), líder do partido no Senado, disse ser “absolutamente legítimo” que Tereza concorra: “Não tenho a menor dúvida que haverá uma composição no final”.
Na Câmara, o PL adiou a definição sobre a disputa pela Presidência. O líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que ouvirá os novos deputados na quarta-feira (11). Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente, já reúne apoio de siglas que somam 361 deputados, acima dos 257 votos necessários para a reeleição.




