Início Política Câmara debate transição ao voto distrital misto nas eleições de 2030

Câmara debate transição ao voto distrital misto nas eleições de 2030

Câmara debate transição ao voto distrital misto nas eleições de 2030

Da redação

Após o resultado eleitoral, a Câmara dos Deputados voltou a debater a adoção do voto distrital misto, proposta defendida pelo Centrão. O modelo prevê uma transição nas eleições de 2030 e implementação integral em 2034, com a intenção de barrar políticos influenciadores.

Pelo sistema, metade das cadeiras seria ocupada por candidatos eleitos em distritos, e a outra metade, por nomes de listas partidárias fechadas. Os eleitores votariam apenas em candidatos de seu distrito. As vagas destinadas às listas seriam distribuídas conforme a votação dos partidos e preenchidas depois da escolha dos representantes distritais.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que pretende votar a proposta ainda neste ano e que buscará o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dois projetos sobre o voto distrital, apresentados em 2017 pelos ex-senadores José Serra (PSDB-SP) e Eunício Oliveira (MDB-CE), já foram aprovados pelo Senado.

No sistema proporcional em vigor, os votos dados aos candidatos também contam para os partidos e definem quantas cadeiras cada sigla pode obter. Essa distribuição considera o quociente eleitoral, calculado pela divisão dos votos válidos em cada Estado pelo total de cadeiras disponíveis na região.

A quantidade de vagas de cada partido é definida pelo quociente partidário, que relaciona o total de votos da sigla ao quociente eleitoral. A Câmara tem 513 cadeiras, distribuídas conforme a população dos Estados. Desde 2018, os candidatos precisam obter ao menos 10% do quociente eleitoral para ocupar uma vaga, regra criada para conter o efeito dos chamados puxadores de votos.