Da redação
Hugo Motta é tratado por deputados como favorito à reeleição à Presidência da Câmara, cuja votação ocorrerá em fevereiro do ano que vem. A maioria foi construída com acordos entre esquerda e direita, apesar da resistência de parte do Partido Liberal (PL) à aliança.
Antes mesmo do segundo turno da eleição presidencial, Motta se movimentou para garantir apoio independentemente de quem vencesse. A reeleição de Lula, apoiado pelo deputado paraibano, deixou o caminho ainda mais aberto para a disputa.
“Está muito bem encaminhado para o Hugo, muito bem encaminhado”, disse à coluna um presidente de partido de centro. Um deputado do Partido Social Democrático (PSD) avaliou: “A eleição na Câmara está resolvida. Será o Hugo. É certeza absoluta, não há qualquer dúvida”.
O atual presidente da Câmara reuniu apoio de parlamentares de esquerda e de direita por meio de acordos e da distribuição de espaços. Um parlamentar do PL criticou a aliança, em reservado: “Não faz o menor sentido. Hugo Motta não cumpre palavra. Nunca deu bola para as pautas da direita”.
O partido Novo já comunicou que terá candidato à Presidência da Câmara e tentará atrair os parlamentares que consideram possível disputar a eleição. Até agora, essa avaliação é minoritária.




