Da redação
Reeleito em 25 de outubro para o quarto mandato, o presidente Lula (PT) começou a ouvir dirigentes partidários para formar o primeiro escalão do próximo governo. A Folhapress informa que aliados esperam concluir a composição da Esplanada dos Ministérios até 20 de dezembro, 56 dias após a eleição.
A escolha do titular da economia, acompanhada pelo mercado, e a acomodação de aliados derrotados nas urnas estão entre os desafios. O presidente do PT, Edinho Silva, conduz as conversas com os partidos. O espaço das siglas deve considerar o compromisso com as pautas do governo no Congresso, além do tamanho das bancadas.
Derrotado na disputa pelo governo de São Paulo, Fernando Haddad foi confirmado para a Fazenda em 9 de dezembro de 2022, 40 dias após o segundo turno. Agora, é citado para Relações Exteriores e Educação, mas deixou de ser o principal cotado para a Casa Civil. O favorito passou a ser o senador Camilo Santana (PT-CE).
Gleisi Hoffmann, também derrotada nas urnas, é citada para o Ministério do Desenvolvimento Social e para a direção de Itaipu. Aliados preveem a permanência de parte dos atuais ministros, como Alexandre Padilha, na Saúde. Em 2006, após a reeleição, a reforma ministerial só começou a ser efetivada mais de 130 dias depois da votação.
Em 2002, os primeiros nomes foram anunciados 44 dias após o segundo turno e a lista completa saiu em 23 de dezembro. Naquele ano, Lula disse: “Meu papel é o de maestro” e “Se dependesse da minha vontade, lançaria um ministro por dia”. Em 2022, os primeiros quatro ministros foram confirmados após 40 dias; Saúde e Educação, depois de 53.




