Início Distrito Federal Para evitar divisão entre credores, DF quer preservar ativos do Master

Para evitar divisão entre credores, DF quer preservar ativos do Master

Para evitar divisão entre credores, DF quer preservar ativos do Master

Da redação

O governo do Distrito Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que identifique e preserve ativos ligados aos mais de R$ 12,2 bilhões transferidos pelo Banco de Brasília (BRB) ao Banco Master, investigado por suspeitas de fraude. A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) quer evitar que os recursos sejam vendidos ou distribuídos antes de uma decisão sobre eventual restituição ao banco público.

A petição foi apresentada ao presidente da corte, ministro Edson Fachin, no inquérito que apura irregularidades nas operações entre os bancos. O pedido prevê que a EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda., responsável pela liquidação extrajudicial do Master, identifique e separe, entre os bens arrecadados, os ativos ligados aos repasses do BRB.

A petição reivindica prioridade para o BRB na recuperação dos recursos, por considerá-lo vítima. “A liquidação extrajudicial não altera essa natureza. A autoridade liquidante arrecada os bens da instituição liquidanda para a satisfação dos credores, mas o produto do crime pertencente à vítima não integra a massa”, diz o documento.

Se a titularidade dos ativos não puder ser definida de imediato, o pedido prevê que eles sejam depositados no BRB, mas permaneçam bloqueados e sob administração do liquidante até decisão final do STF. Em requerimento paralelo, a Procuradoria pediu a transferência de R$ 2,2 bilhões bloqueados de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, ex-controlador do Master.

A Polícia Federal localizou o dinheiro na segunda fase da Operação Compliance Zero, em conta da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag. O pedido também busca reconhecer o BRB e o Distrito Federal como vítimas. Valores recuperados por uma via serão abatidos da outra, e as solicitações aguardam análise do STF.