Da redação
O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña, após a Câmara dos Deputados autorizar a abertura do processo na quinta-feira (5). A decisão ocorreu em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank e a acusações contra Peña relacionadas à instituição.
Peña deveria comparecer ao Congresso para apresentar sua defesa, mas não participou pessoalmente da sessão e foi representado por advogados. Ele havia anunciado que pretendia renunciar, mas oposicionistas e integrantes do próprio partido defenderam a conclusão do impeachment, em vez de aceitar a renúncia.
A crise começou quando o Banco Central do Paraguai iniciou a liquidação do Ueno Bank, controlado pelo Grupo Vázquez. Peña foi acionista até março do ano passado. O banco tinha cerca de três milhões de clientes e administrava US$ 850 milhões em depósitos públicos, com recursos do Instituto de Previdência Social.
A oposição acusou Peña de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional. Peña afirmou que responsáveis por irregularidades devem responder à Justiça e defendeu acelerar a devolução a poupadores prejudicados. O vice-presidente Pedro Alliana deve assumir; a Câmara rejeitou impeachment contra ele na véspera.




