Da redação
O Banco Central do Paraguai anunciou neste sábado (7) a devolução de R$ 880 milhões (US$ 160 milhões) a 1,2 milhão de clientes do Ueno Bank, em crise de solvência. O montante foi apresentado por Pedro Acosta, presidente interino do órgão, e José Maciel, presidente do Fundo de Garantia de Depósitos.
O Ueno tinha 2,9 milhões de clientes, em um país com cerca de 7 milhões de habitantes. Na quinta-feira (5), primeiro dia das transferências, receberam valores os correntistas com até R$ 8.800. Na segunda etapa, foram pagos depósitos entre R$ 8.800 e R$ 200,8 mil, teto coberto pelo fundo.
O mecanismo pode cobrir depósitos de 97% dos clientes do banco. Quem tinha saldo superior ao limite terá de aguardar o balanço definitivo da Superintendência de Bancos, que avaliará se haverá cobertura para os valores excedentes.
A crise levou à prisão, na sexta-feira (6), do ex-presidente Santiago Peña, horas após o Congresso aprovar seu impeachment e retirá-lo do cargo por sua relação com o banco. Peña havia investido no grupo controlador do Ueno e, em 2023, nomeou Carlos Carvallo, então presidente-executivo da companhia, para comandar o Banco Central.
Carvallo renunciou nesta semana e teve ordem de prisão expedida na sexta-feira (6). A solvência caiu a 5,56%, ante mínimo de 12%. Investigações apontaram falhas de risco, dados financeiros inconsistentes e empréstimos a empresas ligadas ao controlador. O Ueno administra mais de US$ 850 milhões (R$ 4,7 bilhões) em recursos públicos.




