Da redação
Estudantes, aposentados e clientes afetados do Ueno Bank protestaram com tambores e apitos perto da casa de Santiago Peña, em Assunção, contra a possibilidade de o ex-presidente ficar detido no imóvel. Ele foi transferido para uma unidade militar e permaneceu lá até a manhã de sábado (7), informou a Folhapress.
Na sexta (6) à noite, quando Peña já havia sido destituído e o vice Pedro Alliana tomava posse no Congresso, a residência oficial da Presidência, em frente ao consulado dos Estados Unidos, estava às escuras. Uma viatura policial pediu que a equipe deixasse a área.
O vendedor Julián Cercas, 42, vizinho do imóvel, disse: “É uma vergonha ser vizinho desse homem, nunca apoiamos nenhum político, mas esse não parecia tão ruim. No fim, levou milhares de pessoas à ruína”.
A crise do Ueno Bank congelou as economias de correntistas e ampliou a exposição da família Peña. Uma foto de Costanza Peña, filha do ex-presidente e estudante nos Estados Unidos, usando camiseta com a frase “Taxe os pobres” circulou nas redes sociais durante protestos que cobravam a devolução do dinheiro e a destituição do pai.
Francisco Peña, irmão do ex-presidente, integrou até 2025 a offshore U Holdings S.A., acionista da U Paraguay SA, segunda maior acionista do Ueno Bank. Jornais paraguaios noticiaram que a loja de Serenella Argaña, nora de Peña, teria recebido empréstimo de 8,8 bilhões de guaranis, cerca de R$ 7,6 milhões.




