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Artigo | Os desafios de uma terceira via para romper a polarização

Por Rairon Murada

O atual modelo de sistema eleitoral brasileiro foi modificado na última reforma eleitoral pôs fim às coligações partidárias aos cargos legislativos (exceto Senado).

Essa regra tem como impacto imediato à redução no número de candidatos, uma vez que os partidos só poderão lançar, no máximo, o total de 25 candidatos a deputado distrital.

Além de fazer os presidentes de partidos quebrarem a cabeça para montar uma chapa competitiva e ainda ter que respeitar o percentual mínimo de gênero, o impacto dessa regra atinge em cheio as chapas majoritárias, que disputam o governo do Distrito Federal.

As forçam políticas tendem a se concentrar na situação e na oposição, o governo por ter sua força concentrada na máquina do Estado, leva vantagem até mesmo na hora de montar suas chapas para o legislativo, os que sobram, vão para a oposição.

E a terceira via? Como faz para conseguir um espaço nesta briga?

É necessário ter um discurso e ter propostas que o diferenciem da oposição tradicional para alcançar os indecisos.

Outro ponto importante é conseguir angariar votos da própria oposição já que a densidade eleitoral do atual governo já tem se fixada acima dos 20% em pesquisas estimuladas, e esses votos são difíceis de “virar”.

E não bastassem as dificuldades habituais do processo pré-eleitoral, a terceira via tende a sofrer mais que a situação e a oposição para montar chapas competitivas para o legislativo distrital e federal.

* Rairon Murada é cientista político.