“Já fui parar na delegacia para defender servidor da saúde”, afirma Jorge Vianna

Da redação do Conectado ao Poder

Jorge Vianna (PSD), deputado distrital, foi entrevistado no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, pelo jornalista Sandro Gianelli. Jorge e Gianelli conversaram sobre as votações altas que muitos deputados distritais tiveram. O Conectado ao Poder vai ao ar toda quarta-feira, às 23h, na TV Cultura, canal 5.1.

Em 2018, Jorge Vianna teve 13.070 votos. Na eleição deste ano, o distrital mais do que dobrou o número, com um resultado de 30.640 votos. “Todo mundo diz que reeleição é muito mais difícil e você traz esse resultado”, questionou Gianelli.

Jorge contou sobre o trabalho realizado. “Foi um trabalho muito consistente. As pessoas que trabalham na saúde foram bem fiéis comigo, assim como eu fui com eles.  Eu não arredei o pé. Eu ia resolver problemas pontuais de servidores que brigavam com chefe, e eu estava lá para dar suporte, muitas vezes em delegacia, o que faz muita diferença”, disse. 

Gianelli perguntou se essas atitudes contribuíram para a vitória. “Você atribui essa sua empatia, que foi natural com a categoria, ao resultado na urna?”, questionou. O deputado afirma que sim, com toda certeza.

Além de Jorge Vianna, muitos tiveram votações grandes. “Antigamente, era um ou outro, dos 24, que chegava em uma votação enorme e nessa eleição nós tivemos gente com números altos. Será que esse crescimento se atribuiu a nova legislação ou o trabalho de todos têm o esse reconhecimento?”, refletiu o jornalista.

“Eu acredito que é de tudo um pouco e quem tem um bom trabalho com certeza se destaca, mas, infelizmente, nem todos que foram bem votados, foram eleitos. É um modelo que hora agrada, hora não agrada, hora é justo, hora é injusto, tipo Cláudio Abrantes e Delmasso, que tiveram mais de 20 mil votos, e ficaram de fora, então essa eleição foi bem diferente, que talvez tenha que mudar o modelo”, ressaltou Jorge.

Sandro Gianelli destacou nomes da esquerda que foram surpresas. “Eu imagino que vocês não esperavam ver Fábio Félix com mais de 50 mil votos ou Max Maciel, no primeiro mandato, chegar com 35 mil votos.”

Jorge cita seu entendimento sobre alguns deputados eleitos. “Eu não conhecia o Max, nem o Thiago Manzoni, mas pelo que a gente ouviu, fazem um bom trabalho nas comunidades e elas se apegaram muito a isso, então nessa eleição tivemos dois casos distintos na Câmara: das pessoas que fizeram bons trabalhos como parlamentares, então foram reeleitos, e aqueles que tiveram contato muito próximo com a comunidade. Eu vejo que eu fui votado quase que de forma igual em todas as cidades, mas em Samambaia tive mais votos, porque foi a cidade que eu cresci”, analisou.