Agnelo Queiroz e Tadeu Filippelli são condenados por improbidade administrativa na construção do Mané Garrincha

Da redação do Conectado ao Poder

Ex-governador e ex-vice precisarão pagar multa de R$ 16 milhões e estão com direitos políticos suspensos

Em primeira instância, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou, na segunda-feira (19), o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB) por desvios na reforma do estádio Mané Garrincha em 2014. O juiz Paulo Afonso Carmona apontou “enriquecimento ilícito” pelos políticos durante as obras.

Agnelo e Filippelli foram julgados por improbidade administrativa e estão com a responsabilidade, cada um, de pagar mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos. Os direitos políticos de ambos também estão suspensos por mais de 10 anos. Além deles, a Via Engenharia, empresa responsável pela construção do estádio, também foi condenada.

O juiz diz que ficou provado que o ex-governador e o ex-vice receberam propina da construtora e que os custos foram “astronômicos”. “De fato, o enriquecimento ilícito por parte dos então governador e vice-governador do Distrito Federal, com a concorrência dos corréus particulares, consistente no recebimento de vantagens indevidas decorrentes das obras de reforma do Estádio Nacional de Brasília, que teve um custo astronômico em relação aos demais estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014, tendo sido considerado um dos estádios mais caros do mundo à época de sua reconstrução”, pontuou Carmona.

Como a decisão foi dada em primeira instância, os acusados podem recorrer. Na terça-feira (20), a defesa de Tadeu Filippelli disse que ainda não havia sido informada. Os advogados de Agnelo e da Via Engenharia não se pronunciaram.