Da redação do Conectado ao Poder

Nos últimos quatro anos, mais de 20 patrimônios históricos que estavam interditados foram entregues pelo Governo do Distrito Federal (GDF) à população. Para que esses equipamentos públicos pudessem ser reabertos, foram investidos cerca de R$ 20 milhões.
Uma das entregas mais significativas foi a do Museu de Arte de Brasília (MAB), que ficou interditado por 14 anos. A reforma garantiu que as novas instalações, antes consideradas um risco pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), se tornassem suficientes para a reabertura do espaço.
A arquiteta paulista, Lígia Ferreira, 28 anos, comemorou a reabertura do Museu, pois das vezes que tinha vindo a Brasília, ele estava fechado. “É um acervo bem variado, que contempla vários períodos e artistas. É muito bom que ele esteja aberto, principalmente por se tratar de um museu gratuito e de fácil acesso, sem nenhum tipo de restrição”, declara.
Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, “entregamos completamente reformados à população a Concha Acústica, o Museu do Catetinho, a Galeria Fayga Ostrower e o Teatro Plínio Marcos (no Eixo Cultural Ibero-americano, antigo Complexo Cultural Funarte de Brasília) e a Gibiteca TT Catalão (no Espaço Cultural Renato Russo)”.
Museu do Catetinho
No começo do mês de março, o Museu do Catetinho voltou a receber visitantes. O patrimônio histórico estava interditado por 72 dias após a queda de uma árvore na Casa do Zelador.
Com a reabertura da parte histórica do museu, 35 escolas já definiram datas para a visita ao longo de 2023. “Reabrir o museu é mostrar que o espaço é de todos. Queremos a circulação das pessoas aqui e que aproveitem o patrimônio coletivo”, afirma a diretora do Catetinho, Artani Grangeiro.
Teatro Nacional
Iniciada em 2 de janeiro, a reforma da sala Martins Pena no Teatro Nacional segue avançando. No momento, a obra está na fase de demolição das estruturas para posterior início do trabalho de restauração.
“Uma das principais razões do teatro ter sido interditado foi a falta de acessibilidade e também de uma saída para que o público possa se retirar numa situação de emergência. Agora, teremos todos os requisitos que a legislação exige”, pontuou o secretário.
Após o término da primeira etapa da obra, a próxima fase terá como foco outro espaço, a Sala Villa-Lobos. Além dela, a Sala Alberto Nepomuceno e o Espaço Dercy Gonçalves também serão restaurados.






