Início Distrito Federal CPI | Deputados se solidarizam com empresário investigado pelos atos ocorridos no...

CPI | Deputados se solidarizam com empresário investigado pelos atos ocorridos no dia 8 de janeiro

Da redação do Conectado ao Poder

Nesta quinta-feira (13), ocorreu mais uma oitiva na CPI dos Atos Antidemocráticos, com a presença do empresário Joveci Xavier de Andrade, dono de quatro empresas que empregam mais de mil famílias no DF e Entorno.

Diante dos questionamentos feitos ao empresário, alguns deputados se solidarizam e afirmaram estarem constrangidos em ver um “homem de família”, que “gera renda para centenas de pessoas”, ser insinuado como um golpista por não concordar com atitudes da esquerda. Segundo Joveci Xavier, em nenhum momento ajudou a financiar os atos do dia 8, apenas estava exercendo o seu papel de cidadão.

O deputado pastor Daniel de Castro (PP) se opôs a falas de parlamentares que tentam criminalizar manifestantes, afirmando: “aqui todo mundo quer chamar manifestante de golpista, terrorista e de criminoso. Não é! É cidadão livre, que pode manifestar sobre a égide da Constituição Federal da República do Brasil”. Ele relembra que até o ministro Alexandre de Moraes informou que 80% dos que estavam no dia 8 “são inocentes úteis”.

Thiago Manzoni 

Para o deputado Thiago Manzoni (PL), a sensação que se tem, pelas perguntas e ponderações feitas na CPI, é que se pretende criminalizar a direita e também aos que votaram e apoiaram o ex-presidente Bolsonaro. “Preocupante ver que, em alguns momentos, pareça que haja um juízo prévio de condenação”, diz.

Devido ao constrangimento de Joveci Xavier, o deputado declara: “As suas lágrimas nos constrangem. Hoje a condição do senhor é de um homem trabalhador, que logrou êxito na vida e que emprega mais de mil pessoas. Então vê-lo chorar constrangido, eu acredito que nos faz mal a todos”.

Ao finalizar, Manzoni fez um pedido de desculpas por este constrangimento dentro da Casa. “Não havendo hoje nada que incrimine o senhor, eu peço desculpas pelo constrangimento que esta Casa o fez passar. Se mudar a condição e lá na frente o senhor for declarado culpado, eu retiro meu pedido de desculpas e retiro as palavras que proferi. Mas hoje, eu peço desculpas pelas lágrimas que o senhor verteu nesta cadeira”, pontua o deputado.

Paula Belmonte 

A deputada Paula Belmonte (Cidadania), assim como o deputado Manzoni, não fez nenhuma pergunta por se sentir constrangida ao ter que questionar a um “trabalhador, pai de família, que transforma a vida das pessoas”, que manifestou contra o atual presidente da República, Lula. 

“Eu me encontro numa situação constrangedora, como parlamentar, de ter que fazer perguntas a um gerador de emprego, a uma pessoa simples, que começou e construiu um patrimônio trabalhando 16 horas por dia, não tendo férias, não tendo um décimo terceiro, mas proporcionando para mais de mil pessoas férias, décimo terceiro e esperança”, diz. Ela também pontuou que se faz necessário mais pessoas que amam o Brasil e exercem seus direitos de manifestantes.