Início Brasil A regulamentação dos trabalhadores de aplicativo é boa ou ruim?

A regulamentação dos trabalhadores de aplicativo é boa ou ruim?

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Da redação do Conectado ao Poder

Nos últimos anos, a crescente expansão da economia, possibilitou a criação de novas formas de emprego e renda. Motoristas por aplicativo, entregadores de produtos, serviços de comida e muitas outras modalidades se tornaram essenciais para a rotina cotidiana. Apesar desse tipo de serviço informal estar presente ativamente na sociedade, o Ministério do Trabalho pretende regulamentar os trabalhadores que estão longe da carteira assinada até o final deste ano.

Essa transformação também gerou debates e preocupações sobre as condições de trabalho, benefícios e direitos desses profissionais. A questão da regularização desse trabalho ganhou destaque recentemente durante o programa Rota Atividade, na Atividade FM.

Entre os ouvintes destacam-se aqueles que enxergam na regulamentação uma oportunidade favorável para melhorar a segurança do Distrito Federal. Dennis William, um dos ouvintes, compartilhou sua opinião: “Eu moro aqui no Riacho Fundo e sou a favor, porque é muito mais seguro para eles e nós que usamos os aplicativos”.

Outra ouvinte, Vânia, enfatiza que a regulamentação trará mais segurança jurídica e benefícios aos trabalhadores, preservando direitos e estabelecendo limites de trabalho. “Algumas plataformas e aplicativos, precisam ser regulamentados. Foi se tornando melhor para o trabalhador. Eles têm mais segurança e trabalham até mais motivados”, destacou a moradora de Sobradinho.

Por outro lado, na opinião de Francisco assim como Rafael, ambos motoristas de aplicativo, regulamentar a profissão, implicaria na criação de diversos sindicatos que não beneficiam de fato a categoria, mas sim atrapalham a vida daqueles que utilizam os diversos aplicativos como forma de sustento. “É lascar com o motorista de aplicativo, a gente já paga hoje cerca de 45% para Uber. Resumindo, não está com nada. A realidade é essa, vamos trocar em miúdos, sem nada de benefícios para o motorista”.

Na opinião de Geraldo Ribeiro, investigador particular, taxista e vigilante, a classe de motorista de aplicativo naturalmente já é penalizada, e a possibilidade de regulamentar esse serviço, não transformaria essa realidade. “Eu sou totalmente contra essa regulamentação. Por quê? Porque abre precedência de sonegação. Hoje, os aplicativos não querem ter compromisso com o motorista. Motorista fica completamente sem segurança e sem direito a nada. O aplicativo leva metade dos ganhos do motorista. O combustível leva os outros 25%. A manutenção do carro leva uma parte e o motorista fica aí com 10%”.