Da redação
A produção de cachaça no Distrito Federal tem se destacado nacional e internacionalmente, impulsionando o turismo e a gastronomia locais. Em entrevista ao programa CB.Agro, realizado em parceria entre o Correio Braziliense e TV Brasília, Igor Cavalcante, presidente da Associação das Cachaças de Brasília, afirmou que a capital já é referência em rótulos premiados e que o setor fortalece bares, restaurantes e outros negócios relacionados.
Segundo Cavalcante, 2025 foi um ano importante para o segmento e a expectativa é de crescimento em 2026. Atualmente, cinco produtores estão associados à entidade, número que deve aumentar com a regularização de novos membros. Para Cavalcante, “a regularização é um importante passo”, sendo essencial que os alambiques sigam normas do Ministério da Agricultura para garantir higiene e qualidade do produto.
A informalidade, no entanto, ainda é um grande desafio. Conforme João Chaves, produtor local, mais de 85% dos alambiques do país operam clandestinamente, o que acarreta riscos à saúde devido ao consumo de bebidas falsificadas, como no caso recente envolvendo metanol. Chaves reforça a importância de consumir apenas cachaças regularizadas, identificadas e com rótulo.
A valorização do produto local também é ressaltada por Cavalcante, que vê na cachaça brasiliense um atrativo para o turismo, especialmente por conta do fluxo internacional na capital. “Precisamos aproveitar esse público para apresentar nosso produto”, afirmou.
O cultivo da cana-de-açúcar e toda a cadeia produtiva da cachaça já ocorre dentro do Distrito Federal. Chaves destaca que investir na cachaça local ajuda a fortalecer a economia regional, evitando o envio de recursos ao exterior e incentivando o consumo de produtos brasilienses.






