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A desigualdade de gênero no Rio, das tarefas domésticas à escolha de nomes de ruas


Da redação

A quinta edição do Mapa da Mulher Carioca, elaborada pela Secretaria Municipal da Mulher, será lançada na terça-feira, dia 3. O estudo revela que apenas 18% das ruas do Rio de Janeiro homenageiam mulheres, enquanto 71,9% levam nomes masculinos, evidenciando a desigualdade de gênero no reconhecimento histórico da cidade.

O levantamento apresenta um diagnóstico sobre a violência e desigualdade entre homens e mulheres na capital fluminense. Segundo os dados consolidados, o Rio foi o terceiro estado com mais casos de feminicídio no país em 2025, com 104 registros.

Além disso, o Mapa da Mulher Carioca detalha ocorrências de violência física, psicológica, moral e patrimonial contra mulheres, sendo a violência doméstica a mais prevalente. O estudo destaca a necessidade de fortalecer políticas de rede de proteção às vítimas.

No âmbito do trabalho não remunerado, as mulheres cariocas dedicam, em média, 19 horas e 30 minutos semanais a tarefas domésticas e cuidados de terceiros, enquanto os homens destinam 12 horas e 25 minutos. No acumulado anual, isso representa 364 horas a mais de trabalho para as mulheres.

A desigualdade se acentua entre as mulheres negras, que dedicam mais de 20 horas e 40 minutos por semana a essas atividades, evidenciando que gênero e raça aprofundam disparidades estruturais na capital do Rio de Janeiro.