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A divulgação dos crimes de feminicídio contribui para o aumento de novos casos?

Da redação do Conectado ao Poder

A violência contra as mulheres é um desafio complexo que afeta a vida de milhões de brasileiras. Em busca de soluções e estratégias para enfrentar esse problema, a Rádio Atividade FM (107,1), promoveu uma enquete com seus ouvintes. A enquete perguntou se eles acreditam que a divulgação das notícias sobre feminicídio contribui ou não para o aumento dos casos.

Para Darlene, a disseminação das notícias é uma forma de conscientizar a sociedade. Segundo a moradora do Guará 2, a divulgação é importante, pois sem elas, é como se a violência não existisse. “É em questão das campanhas, é sobre a conscientização sobre o feminicídio. Tem que continuar divulgando, porque no caso são muitas mulheres violentadas. Essa questão do silêncio, acaba deixando muitas pessoas sem informação e quanto mais bater nessa tecla, vamos ver se a gente consegue vencer esse tipo de crime”, comentou a ouvinte.

Durante o Programa Rota Atividade, alguns ouvintes concordaram que investir na educação é crucial para combater a criminalidade. “Em relação à enquete tem que divulgar sim, o que faz o feminicídio não é a divulgação, é a educação que tem que vir desde casa, nas escolas e a lei que tem que ser mais rígida. A divulgação serve para prevenir e ver que está fugindo do controle, então tem que ser leis, mais duras e educação desde casa”.

Ao jornalista Sandro Gianelli, Priscila, moradora de Santa Maria Sul destacou que, na sua opinião, a divulgação de notícias deve permanecer. Entretanto, é fundamental também para a inibição de novas ocorrências, um novo posicionamento por parte das mulheres. “Tem que ser divulgado sim, mas também tem que pedir para as mulheres se amarem mais. Ela denuncia o cara, vai lá e tira a ocorrência. Tem que denunciar e deixar. Tem que botar para todo mundo ver e prender esses vagabundos. Lugar de malandro é na cadeia”, destacou.

Rogério, de Valparaíso de Goiás, também defende um endurecimento das leis como a principal solução. De acordo com ele, a constante divulgação das notícias não incentiva a realização de novos casos, ele ainda reforça a necessidade do respeito mútuo entre homens e mulheres. “O que incentiva o feminicídio são essas leis que o povo faz e não protege as mulheres. As mulheres também não querem mais respeitar os homens, se assegurando nessas leis e acaba com isso acontecendo”, opinou Rogério.

Nilmar é taxista, o motorista citou otimista acreditar que a resolução para os crimes faz parte de um endurecimento das leis penais, e não a inibição de notícias. “Claro que tem que se manter os anúncios das propagandas e principalmente sobre as prisões e condenações, mas tem que aumentar as punições. Quanto mais aumentar as punições, mais esses caras covardes vão ter medo das suas condenações”, ressaltou o ouvinte.

Serviço

Rádio: Atividade FM (107,1).

Programa: Rota Atividade

Horário:  Segunda a sexta-feira das 06h às 08h da manhã.