Da redação
Caso o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, integrantes do seu grupo avaliam que a medida terá o custo de um aumento significativo nas restrições e na segurança. Segundo essa análise, comparado ao período anterior em que Bolsonaro cumpriu prisão preventiva em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília, as regras devem ser bem mais rigorosas.
A expectativa é de que as condições impostas por Moraes, caso siga o parecer favorável à prisão domiciliar da Procuradoria Geral da República (PGR), incluam restrição direta à movimentação política de Bolsonaro durante o período eleitoral, contrariando ganhos especulados por seus adversários.
O episódio recente da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica pesa na avaliação do ministro, podendo levar ao endurecimento das regras de visitação. A danificação do aparelho foi interpretada como possível preparação para fuga e resultou na transferência de Bolsonaro para a Superintendência da Polícia Federal.
Jair Bolsonaro ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, durante dez dias, para tratamento de broncopneumonia bacteriana. O ex-presidente foi transferido para um quarto na noite de segunda-feira, 23, após apresentar melhora clínica.
A equipe médica da família Bolsonaro defende a prisão domiciliar, alegando que ele necessita de acompanhamento noturno, algo que não pode ser garantido atualmente nas instalações da Papudinha.





