Início Ciência e tecnologia A inteligência artificial se mudou para dentro do computador

A inteligência artificial se mudou para dentro do computador


Da redação

Peter Steinberger, nascido em uma área rural da Áustria, se destacou no universo da tecnologia ao criar softwares inovadores desde jovem. Aos 14 anos, demonstrou interesse por computadores, o que o levou a cursar computação. Em 2011, após noites dedicadas à programação, lançou o PSPDFKit, aplicativo para edição de PDFs que alcançou certo sucesso.

Em novembro de 2025, Steinberger abalou o setor de inteligência artificial (IA) ao criar o ClawdBot, hoje chamado de OpenClaw, um agente de IA de código aberto que opera diretamente no computador do usuário. O OpenClaw vai além de simples conversas: executa tarefas, navega na internet, lê arquivos e interage com aplicativos automaticamente. A inovação levou à sua contratação recente pela OpenAI.

A ascensão de agentes de IA pessoais representa uma grande transformação: eles passam a executar as rotinas no próprio computador, eliminando a necessidade do usuário operar manualmente cada programa. Paralelamente, a empresa Anthropic lançou, em fevereiro de 2026, o Claude Cowork, que imediatamente impactou o setor, derrubando US$ 285 bilhões no valor das ações de software corporativo.

A Microsoft respondeu ao movimento no dia 9 de março, lançando o Copilot Cowork, sinalizando que outras gigantes tecnológicas seguirão pelo mesmo caminho. Entre as consequências dessa revolução está a criação do Moltbook, uma rede “social” exclusiva de agentes de IA, adquirida pela Meta em 10 de março.

O cenário atual marca uma ruptura com modelos tradicionais: agora, bastam comandos ao assistente de IA, que realiza tarefas complexas automaticamente—incluindo programar outras IAs. Diante disso, especialistas alertam para a necessidade do Brasil desenvolver suas próprias competências em IA, sob risco de obsolescência e dependência tecnológica.