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A morte das ruas


Da redação

Os recentes escândalos envolvendo o INSS e o Banco Master poderiam, por si só, motivar grandes protestos populares no Brasil. No entanto, esse cenário não se concretiza atualmente. Rogério Chequer, ex-líder do movimento Vem Pra Rua entre 2013 e 2016, afirmou à coluna que a indignação permanece igual ou até maior do que naquela época. Para ele, porém, as manifestações perderam seu caráter popular e se tornaram excessivamente partidárias.

Chequer destacou que, nos protestos antigos, não era permitido que políticos subissem nos caminhões de som. “Viraram algo muito partidário. Não são mais movimentações do povo, são de partidos e pessoas. Naquela época, a gente não deixava político subir em caminhão, era proibido”, relembrou o empresário.

Outro ponto apontado pelo ex-líder do Vem Pra Rua é o que ele chamou de “tolhimento da liberdade”, principalmente em razão do reforço nas restrições após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo Chequer, esse contexto foi decisivo para o esvaziamento das manifestações de rua.

“Chegamos a fazer várias manifestações com bonecos gigantes de ministros do STF, e pedindo ‘lava toga’. Hoje eu temo que quem organize algo parecido com isso seja preso”, comparou Chequer.

Atualmente afastado da política, Rogério Chequer dedica-se exclusivamente às suas empresas de consultoria.