Da redação
A mediação do conflito na região do rio Tapajós, em Santarém (PA), gerou divergências no governo federal e envolveu diretamente Guilherme Boulos, Sonia Guajajara e Silvio Costa Filho. O ministro de Portos e Aeroportos defendia a manutenção do decreto que incluía os rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização. Em oposição, Boulos e Guajajara apoiaram indígenas e ribeirinhos que protestavam há 33 dias na cidade.
Na última segunda-feira, 23, uma reunião entre ministros e manifestantes selou o fim do impasse. O presidente Lula, que havia publicado o decreto em agosto, decidiu anulá-lo após o encontro. A revogação foi considerada no Palácio do Planalto como a principal vitória de Guilherme Boulos à frente da Secretaria-Geral da Presidência.
O auge dos protestos ocorreu no domingo, 22, quando manifestantes ocuparam o porto da Cargill em Santarém. Silvio Costa Filho divulgou nota anunciando a suspensão da licitação de dragagem do rio Tapajós, outro ponto de contestação, mas ressaltou que “atos que gerem violência, invasões ou ocupações irregulares são ilegais e não serão tolerados”.
Enquanto o governo buscava uma solução para encerrar a manifestação e retirar mais de mil pessoas do local, havia temor de uma possível ação de reintegração de posse. No entanto, após a reunião, os manifestantes celebraram o resultado.
Segundo informaram à coluna, os manifestantes só deixariam o local após a revogação do decreto ser publicada no Diário Oficial, marcando o fim da ocupação e do protesto.






