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Adasa inicia IV Ciclo de Palestras e reforça debate sobre drenagem urbana no DF

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A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), por meio da Superintendência de Drenagem Urbana (SDU), deu início, nesta quinta-feira (9/4), ao IV Ciclo de Palestras de Drenagem Urbana, no Auditório Humberto Ludovico, em Brasília.

Durante dois dias, representantes de instituições estratégicas para a gestão urbana e ambiental, como o Ministério das Cidades, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), a Secretaria de Meio Ambiente do DF (Sema), a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Seduh), o Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Defesa Civil do DF, o DF Legal, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Secretaria de Obras e Infraestrutura do DF, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF), a Universidade de Brasília (UnB), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o Metrô-DF, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Novacap, estarão reunidos para debater desafios, compartilhar experiências e fortalecer a gestão integrada da drenagem urbana no Distrito Federal.

“É com grande satisfação que recebemos tantas instituições, especialistas e estudiosos para debater um tema extremamente relevante, que é a drenagem urbana. Trata-se de um componente essencial do saneamento básico e de um desafio global, especialmente para países que ainda enfrentam crescimento populacional acelerado, urbanização intensa e os impactos das mudanças climáticas”, afirmou o diretor da Adasa Apolinário Rebelo, durante a cerimônia de abertura.

Rebelo ressaltou ainda os desafios brasileiros e a importância da articulação institucional. “É fundamental integrar instituições, fortalecer o planejamento e ampliar os investimentos para avançarmos rumo à universalização do saneamento”, pontuou.

Ainda durante a cerimônia, o superintendente substituto de Drenagem Urbana, Luciano Leoi, destacou que o encontro busca, justamente, fortalecer o debate sobre gestão integrada, qualidade e sustentabilidade na drenagem urbana, contribuindo para o desenvolvimento seguro e eficiente do Distrito Federal.

Com o auditório da Agência lotado, o evento contou também com a participação do diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, e dos diretores Vinicius Benevides e Felix Palazzo.

Abrindo o ciclo de palestras, o engenheiro Ronielson Felix, da Novacap, apresentou os aspectos relacionados à “Drenagem Urbana – Aprovação, Acompanhamento e Recebimento (AAR)”, com ênfase nos fluxos e critérios técnicos envolvidos na execução e fiscalização das obras.

Na sequência, o professor André Bezerra dos Santos, consultor convidado, ministrou a apresentação “Indicadores de Qualidade de Águas Pluviais”, destacando a importância do monitoramento e do uso de indicadores como ferramenta estratégica para a gestão e a tomada de decisão.

“O objetivo foi abordar a qualidade das águas urbanas a partir de um trabalho desenvolvido em parceria com a Superintendência de Drenagem Urbana da Adasa, que resultou na criação de um indicador com base em quatro anos de monitoramento. A partir dele, é possível avaliar como as diferentes regiões administrativas do DF se comportam nesse aspecto”, explicou.

Por fim, o regulador de serviços públicos da SDU, Mateus Bezerra, apresentou a palestra sobre como funciona, na prática, a recarga artificial de aquíferos. Ele explicou de forma objetiva o que é essa técnica, como ela ajuda a infiltrar a água no solo, os principais pontos da Resolução Adasa nº 54/2025 e como as calculadoras apoiam o dimensionamento de poços, valas e trincheiras de infiltração.

“A recarga artificial de aquíferos, como recomendada pela Adasa, é uma solução prática para aproveitar a água da chuva captada nas coberturas e devolvê-la ao solo de forma planejada, segura e com controle técnico. Com isso, é possível reduzir parte do escoamento superficial, diminuir a sobrecarga sobre a drenagem urbana e favorecer a reposição de água no subsolo, contribuindo para a segurança hídrica. A Resolução Adasa nº 54/2025 dá objetividade a esse processo ao definir critérios mínimos de implantação, dimensionamento e manutenção, com apoio de calculadoras que tornam a análise mais clara e consistente”, arrematou.

Ao longo das apresentações, o professor da Universidade de Brasília, Demetrios Christofidis, destacou também a relevância do trabalho desenvolvido pela Agência.

“A drenagem urbana e o manejo adequado das águas pluviais são, a meu ver, o aspecto mais crucial do saneamento básico, pelo impacto positivo que geram em todo o sistema. O trabalho apresentado pela Adasa aponta para uma mudança importante, ao buscar maior integração com a natureza e seus processos. Essa é uma evolução necessária, especialmente diante dos desafios relacionados à disponibilidade hídrica e à preservação ambiental”, avaliou.

Ao encerrar o primeiro dia, o diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, destacou a importância da atuação técnica e do compromisso com resultados concretos para a população.

“As agências reguladoras têm a capacidade de conduzir projetos estruturantes e de longo prazo, e é isso que precisamos fortalecer. Ao longo do tempo, fomos perdendo a relação positiva com a água da chuva e aquilo que antes era visto como uma dádiva passou a ser associado a problemas, como alagamentos. Isso revela a necessidade de avançarmos na gestão. Mais do que discutir responsabilidades, é fundamental que todos estejam comprometidos com soluções efetivas. O cidadão não quer saber de quem é a atribuição — ele quer saber quando o problema será resolvido. E esse é o nosso foco”, resumiu.

Minicurso

A programação segue nesta sexta-feira (10/4) com o minicurso “Tecnologias emergentes voltadas ao ambiente urbano”, também ministrado por André Bezerra dos Santos. Com abordagem prática e estratégica, a atividade apresentará soluções inovadoras aplicáveis ao saneamento, aos recursos hídricos, à gestão de resíduos sólidos e à drenagem urbana.

“A capacitação foi estruturada com base em demandas das próprias superintendências da Agência, contemplando temas como qualidade da água, tratamento de esgoto, recuperação de recursos, como biogás e biometano, e indicadores de sustentabilidade, incluindo avaliação de ciclo de vida e risco microbiológico”, explicou o professor.

Nesse contexto, a Adasa reitera o convite para que todos os interessados participem do segundo dia do evento, com programação dedicada ao minicurso, que oferece a oportunidade de aprofundar conhecimentos e, na prática, explorar soluções e tecnologias voltadas à construção de cidades mais sustentáveis e resilientes.

Fonte: Adasa-DF