Da redação
O depoimento de Leila Pereira à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS foi adiado para 18 de março, após aprovação de novo requerimento pela comissão. A presidente do Palmeiras e do Banco Crefisa deveria comparecer como testemunha nesta quinta-feira (12), mas foi dispensada por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.
Em nota, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou que a decisão do STF “causa profunda perplexidade”. Viana questionou: “Desde quando uma agenda particular ou institucional pode se sobrepor ao dever de prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional?”.
Apesar do adiamento, a CPMI manteve para esta quinta-feira (12) os depoimentos de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A.; Lea Bressy Amorim, diretora de Tecnologia da Informação do INSS; e Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA).
O objetivo dos depoimentos é esclarecer a contratação e intermediação de operações financeiras com beneficiários do INSS, além do uso dos sistemas para controlar descontos nos benefícios previdenciários e práticas envolvendo descontos associativos.
A partir das 9h desta quinta (12), a CPMI irá votar requerimentos de convocações, incluindo o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, dirigentes do Banco Master e a empresária Roberta Moreira Luchsinger, investigada pela Polícia Federal. Também estão na pauta os ex-diretores do Banco Master Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Luiz Antônio Bull, além do empresário Fabiano Campos Zettel.








