Da redação
Países da América Latina e Caribe avançam na adoção de rotulagem frontal de alimentos, indica relatório divulgado na semana passada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Segundo a agência da ONU, sistemas de advertência nutricional na parte frontal das embalagens orientam os consumidores a fazer escolhas mais saudáveis, contribuindo para a proteção da saúde pública.
O documento “Melhores Práticas para Rotulagem Frontal de Alimentos na Região das Américas” analisou regulamentações em vigor em oito países — incluindo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, Uruguai e Equador — até junho de 2024. O relatório destaca que a região lidera mundialmente a adoção desses sistemas, promovendo decisões de compra mais informadas e incentivando o desenvolvimento de políticas globais.
Segundo o assessor regional da Opas em Nutrição e Atividade Física, Fábio da Silva, os rótulos de advertência são essenciais para identificar produtos com excesso de açúcares, gorduras ou sódio. Ele ressalta a necessidade de ampliar a adoção dessas práticas para melhorar a saúde regional. Doenças crônicas, como cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer, são as principais causas de morte na América Latina e Caribe e estão associadas ao alto consumo de ultraprocessados.
O relatório aponta que Argentina, Colômbia e México possuem sistemas de rotulagem mais alinhados às recomendações da Opas. A legislação argentina, por exemplo, atende a 10 dos 11 critérios avaliados, que incluem design gráfico dos rótulos, critérios nutricionais e restrições à publicidade.
Apesar dos avanços, o estudo identifica lacunas, especialmente quanto ao tamanho, localização dos rótulos e restrições à publicidade infantil. Mais de 30 países estão atualmente discutindo novas regulamentações para incorporar advertências nas embalagens, conforme as recomendações da Opas.







