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Agência da ONU pede a líderes internacionais que façam mais para combater fome


Da redação

O Programa Mundial de Alimentos (WFP) alertou na segunda-feira, 23 de maio, para o risco iminente de uma perigosa crise global de fome. O Panorama Global de 2026, divulgado pela agência, estima que 318 milhões de pessoas devem enfrentar níveis de fome em situação de crise ou pior nos próximos anos.

A diretora executiva do WFP, Cindy McCain, fez um apelo urgente aos líderes mundiais para que unam esforços no combate à fome e na estabilização de comunidades. “Sozinhos não se pode acabar com a fome”, afirmou McCain, ressaltando o aumento dos níveis de fome extrema e as severas restrições de recursos para trabalhadores humanitários devido a conflitos violentos, eventos climáticos extremos e crises econômicas graves.

Segundo McCain, já na segunda metade de 2026, o mundo estará diante de uma crise de fome global cada vez mais grave. Ela reafirmou o compromisso do WFP em mobilizar todo apoio e recursos necessários para alcançar quem depende da agência para sobreviver.

A liderança do WFP deve se reunir em breve em Roma para discutir prioridades no combate à fome em 2026, incluindo a ampliação do financiamento, o uso de novas tecnologias e o suporte a equipes de campo. McCain destacou ainda a importância do Plano Estratégico de quatro anos da agência para alcançar os mais vulneráveis de maneira rápida e eficaz.

Com orçamento de US$ 13 bilhões previsto para atender 110 milhões de pessoas, o WFP opera com menos da metade desse valor. A falta de recursos ameaça deixar milhões sem acesso a assistência vital, comprometendo vidas e a estabilidade de regiões inteiras. Para McCain, é essencial que líderes globais priorizem a insegurança alimentar e evitem crises de fome provocadas por ações humanas, agindo de forma rápida e decisiva diante das atuais emergências.