Da redação
Cerca de 600 profissionais da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) participarão, entre os dias 23 e 25 de junho de 2026, em Goiânia, de uma capacitação para aprimorar a resposta a emergências sanitárias que possam impactar a agropecuária goiana, visando a proteção do setor e a segurança dos produtores.
O treinamento tem foco na preparação de equipes para respostas rápidas e coordenadas frente à introdução de doenças e pragas capazes de gerar impactos produtivos e comerciais em Goiás. Médicos-veterinários, engenheiros-agrônomos, zootecnistas, engenheiros de alimentos e gestores administrativos estarão envolvidos nas atividades.
A capacitação foi estruturada com base no Plano de Contingência para Emergência em Defesa Agropecuária, elaborado pela Agrodefesa para orientar ações preventivas, respostas imediatas e recuperação do status sanitário do estado diante de ameaças fitossanitárias e zoossanitárias. Os protocolos do plano abrangem desde investigação epidemiológica até gestão de operações em crises.
O diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, destacou a importância da formação: “A introdução de pragas e enfermidades de alto impacto, como a gripe aviária e o greening, tem potencial para gerar embargos e prejuízos severos. Com esse plano estruturado e equipes amplamente capacitadas, garantimos que qualquer resposta governamental seja rápida e coordenada”.
Nos dois primeiros dias, os participantes acompanharão palestras e orientações no Teatro PUC, tratando de temas como o próprio Plano de Contingência, Sistema de Comando de Incidentes e estratégias de resposta a emergências sanitárias. No terceiro dia, as equipes serão separadas por área, com atividades específicas em diferentes auditórios da cidade.
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressaltou o pioneirismo da iniciativa e o objetivo de consolidar Goiás como referência nacional, destacando que, pela primeira vez, um projeto do gênero contempla ações para defesa vegetal. O Plano foi instituído oficialmente em setembro de 2025 e contempla suporte logístico, gestão de informações, indenizações e uso do Sidago para monitoramento.





