Da redação
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou uma reunião extraordinária de seu Conselho de Governadores nesta sexta-feira (30), em Viena, após ataques russos às infraestruturas energéticas ucranianas. O encontro foi solicitado por 13 países, liderados pelos Países Baixos, que expressaram preocupação com os riscos atuais à segurança nuclear na Ucrânia.
Durante a abertura, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, classificou o conflito ucraniano como “a maior ameaça à segurança nuclear no mundo”. O embaixador da Ucrânia, Yurii Vitrenko, afirmou a jornalistas que era “hora” do Conselho abordar o tema e destacou a importância de “fortes sinais de apoio a uma avaliação da situação”.
Peter Potman, representante permanente dos Países Baixos junto à AIEA, enfatizou em carta ao presidente do Conselho de Governadores, Ian David Graining Biggs, datada de 21 de janeiro, a “profunda preocupação com a gravidade e a urgência dos riscos à segurança nuclear”.
Atualmente, uma missão da AIEA está avaliando as linhas de transmissão de energia e instalações nucleares na Ucrânia, com conclusão prevista para o próximo mês. Grossi detalhou que a análise inclui dez linhas consideradas “cruciais para a segurança nuclear”.
O representante russo em Viena, Mikhail Ulianov, criticou a reunião, alegando motivação “unicamente política”. Segundo a Ucrânia, ataques russos já comprometeram o fornecimento de energia à usina de Chernobyl e ameaçam a segurança de Zaporizhzhia, sob controle russo desde março de 2022.





