Da redação
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu nesta terça-feira (10) uma apuração rigorosa e punições a todos os envolvidos no escândalo do Banco Master, que gerou prejuízos bilionários a investidores e entidades públicas e privadas, segundo o Banco Central. Em entrevista ao programa ‘Na Mesa com Datena’, na TV Brasil, Alckmin frisou que as fraudes no banco remontam a anos e envolveram pessoas do próprio Banco Central. “Tem que ser feita apuração rigorosa, punição rigorosa”, declarou.
Alckmin afirmou que o governo Lula não interfere nas investigações e garantiu total liberdade à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para apurar os fatos e fazer justiça. O vice-presidente defendeu ainda o fortalecimento das instituições, como o Banco Central e órgãos de controle, com transparência e aprimoramento contínuo dos processos.
Na semana passada, a Polícia Federal prendeu novamente o financista Daniel Vorcaro, na terceira fase da Operação Compliance Zero, baseada em mensagens apreendidas em seu celular que revelaram ameaças a jornalistas. A operação investiga fraudes no Banco Master, que teriam causado um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos.
Alckmin confirmou que deixará o cargo de ministro em 2 de abril, para cumprir a lei eleitoral e disputar as eleições de outubro, permanecendo como vice-presidente, mas sem antecipar seus planos políticos. O vice-presidente também comentou os impactos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, prevendo poucos efeitos sobre o Brasil graças à pauta comercial diversificada, mas admitiu que a alta do petróleo pode encarecer gasolina e diesel.
Sobre as eleições, Alckmin destacou queda histórica no desemprego e inflação de 4,2%. Ele ressaltou o ganho real do salário mínimo, beneficiando 60% dos aposentados e pensionistas. Ainda elogiou a aprovação na Câmara da PEC da Segurança Pública, destacando o fortalecimento das polícias municipais e o combate ao crime organizado.








