Da redação
O vice-presidente Geraldo Alckmin elogiou publicamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, pela decisão de suspender os chamados “penduricalhos” que elevam salários acima do teto constitucional. A manifestação ocorreu durante entrevista ao programa Visão Crítica, da Jovem Pan, exibida na sexta-feira, 6. “Eu quero fazer um elogio público aqui a um juiz, o ministro Flávio Dino, que através da Constituição está servindo ao povo brasileiro. Esse escândalo dos supersalários, acima da Constituição brasileira, estabelece teto para cada Poder”, declarou.
Na quinta-feira, 5, Dino concedeu liminar determinando que, em 60 dias, todos os órgãos dos Executivos, Legislativos e Judiciários federal, estadual e municipal reavaliem as verbas remuneratórias e indenizatórias pagas a membros e servidores. Os chefes de Poder também deverão publicar, de forma discriminada, as bases legais, valores e critérios de cálculo de cada adicional ou auxílio.
Alckmin também comentou sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a possibilidade de renovar a chapa em 2026. “Estou muito feliz trabalhando com o presidente Lula, trabalhando pelo país, suando lá a camisa no Ministério da Indústria, fazendo todas as reformas aí que a gente precisa fazer”, afirmou. Ele disse que a discussão sobre nova candidatura ficará “para mais adiante”.
Sobre as eleições para o governo de São Paulo, Alckmin afirmou que não será candidato, mas que seu campo político terá “um bom candidato” no momento oportuno. Elogiou os ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Márcio França, citando o desejo deste último de disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Questionado se o governo Lula merece novo mandato, Alckmin defendeu avanços nas áreas econômica, ambiental e de saúde pública. Mencionou a queda de 50% no desmatamento da Amazônia e completou: “Se a gente tiver um quadro comparativo, nós vamos ver que avançamos. Temos muito mais condições de avançar num outro mandato com mais diálogo e entendimento”.





