Da redação
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) respondeu neste sábado, 23, às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feitas durante evento da Fiocruz, no Rio. Lula expressou preocupação com a possibilidade da Alerj indicar o governador estadual, afirmando que, se isso ocorresse, poderia ser escolhido um “miliciano”.
Durante seu discurso, Lula afirmou: “Quando começou esse processo, eu falei: ‘Se a Assembleia indicar, vai vir o mesmo’. Se a Assembleia tivesse que indicar, viria um miliciano”. A Alerj é presidida pelo deputado Douglas Ruas (PL) e tem o PL como maior bancada, com 23 parlamentares, enquanto o PT ocupa cinco cadeiras.
A Alerj emitiu nota afirmando que “respeita as instituições e espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República”. A Casa considerou “inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro”.
Douglas Ruas, presidente da Alerj, publicou vídeo neste domingo, 24, rebatendo Lula e afirmou que o presidente “desrespeitou o povo do Rio de Janeiro”, dizendo: “Lula veio ao Rio e mais uma vez desrespeitou o nosso povo, fazendo ataques generalizados. Lula e o seu amigo Eduardo Paes não têm moral para dar lição sobre o combate ao crime organizado”.
Lula também cobrou do governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, atuação contra milícias e o crime organizado. O presidente afirmou esperar “trabalho para prender todos os ladrões que governaram esse estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, durante a inauguração das novas instalações do CDTS da Fiocruz.
Ricardo Couto assumiu o governo após a renúncia de Cláudio Castro (PL) e está no cargo por decisão do STF, já que ainda não foi definido como será escolhido o novo governador-tampão. A Alerj destacou que o Rio enfrenta “desafios históricos na segurança pública”, mencionando a ausência de políticas nacionais contra o tráfico de armas e o crescimento das facções criminosas.






