Da redação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, decidiu permanecer no cargo e disputar a reeleição, frustrando expectativas de uma possível candidatura à Presidência da República. O prazo para desincompatibilização, necessário para quem pretende concorrer ao Planalto, se encerrou sem que Tarcísio deixasse o posto, fato que não surpreendeu seu círculo próximo.
Desde o final do ano passado, aliados descartavam seriamente a hipótese de Tarcísio concorrer à Presidência. “Já era página virada”, afirmou um interlocutor do governador à coluna. Nos bastidores, a possibilidade de Tarcísio disputar o comando do país havia perdido força entre as lideranças da direita.
Dias antes de Flávio Bolsonaro anunciar-se como pré-candidato ao Planalto, o comentário entre lideranças era de que Tarcísio “perdeu o hype”. Na avaliação desses grupos, o governador teria deixado passar o momento mais oportuno para se distanciar da família Bolsonaro e lançar-se com ousadia como alternativa à Presidência.
Setores da direita consideram que a hesitação de Tarcísio pode ter desgastado sua imagem política. Há quem avalie que isso o enfraquecesse tanto como opção em cenário nacional futuro quanto como liderança dentro do próprio estado de São Paulo.
Apesar das especulações, Tarcísio segue no governo paulista, focado na tentativa de se reeleger e sem planos imediatos para sair do cargo em direção a voos nacionais.







