Da redação
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL), incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, veem a multiplicidade de candidaturas de oposição a Lula (PT) como oportunidade para conquistar apoios no segundo turno da eleição presidencial. Enquanto isso, petistas consideram positiva a divisão da direita, mesmo após a recente filiação de Ronaldo Caiado ao PSD, mas avaliam os possíveis impactos dessa movimentação.
O PSD, liderado por Gilberto Kassab, garante que terá candidato próprio à Presidência, sendo os governadores Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR) e Eduardo Leite (RS) cotados para a disputa. Segundo membros da cúpula do PT, a pulverização de nomes conservadores pode incentivar rivalidades entre os postulantes de direita, dificultando a formação de uma frente única contra Lula.
Após visitar Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o ex-presidente apoia a filiação de Caiado ao PSD e a candidatura própria, pois entende que, ao final, haverá união contra o PT. “O [ex-]presidente entende que é uma candidatura que soma também com esse projeto… Ele vê com esperança também, viu um movimento acertado e ficou satisfeito”, relatou o governador paulista.
Dirigentes do PSD afirmam que a candidatura própria fortalece o partido no Congresso e amplia o poder de negociação para o segundo turno. A legenda busca alianças com partidos do centrão, como Republicanos e MDB, e vislumbra apoios de Podemos e Solidariedade. No entanto, desentendimentos regionais, sobretudo em São Paulo, podem dificultar o engajamento de outras siglas ao projeto presidencial do PSD.
A decisão de lançar um presidenciável foi tomada em jantar que reuniu Kassab, Caiado, Ratinho Jr. e Leite, além de outras lideranças. O partido prevê definir seu candidato até abril de 2024, com os preteridos comprometidos em apoiar o escolhido. A estratégia busca não apenas viabilizar a candidatura, mas também consolidar palanques estaduais e negociar posições com outros partidos para a eleição de deputados e senadores.







