Da redação
Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta isolamento político após Republicanos, Podemos, União Brasil e PP decidirem adotar postura de neutralidade na eleição, segundo integrantes do PL. Aliados atribuem a decisão à pressão do governo Lula (PT) e à atuação da Polícia Federal e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme relatos de pessoas próximas ao senador.
Parlamentares do PL afirmam que a falta de alianças reduz o tempo de propaganda na televisão em 20% em relação ao candidato petista e limita a estrutura de campanha de Flávio, que será forçado a formar uma chapa pura. Eles também destacam que a neutralidade dos partidos do centrão decorre do receio de perder espaço político caso Lula vença, além de temerem investigações federais.
Na cúpula do PL, há críticas à articulação do coordenador de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e do próprio Flávio. Segundo nomes ligados ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, faltou diálogo e habilidade para atrair apoios, processo agravado por escândalos como a relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Valdemar tentou intervir, trazendo o marqueteiro Duda Lima e incentivando Tereza Cristina (PP-MS) para vice, mas o PP vetou a aliança.
Além da tentativa frustrada de ampliar a coligação, a campanha de Flávio aposta em atrair apoios no segundo turno. Congressistas avaliam que a ausência de alianças nacionais não inviabiliza acordos regionais, principalmente no Sul e Sudeste, onde o PL apoia candidatos a governador de partidos como PP, União Brasil, Republicanos e Podemos em pelo menos oito estados.





