Da redação
Pesquisas eleitorais têm frustrado aliados do presidente Lula (PT), que esperavam melhora de desempenho após medidas populares como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. Assessores próximos relatam decepção ao constatarem que essas iniciativas ainda não foram traduzidas em ganhos significativos de popularidade para o presidente, que busca a reeleição em outubro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista neste ano, vem consolidando seu nome. Segundo pesquisas Quaest, em dezembro, Flávio registrava 36% das intenções de voto no segundo turno, ante 46% de Lula, diferença de dez pontos. No levantamento divulgado há duas semanas, Lula apareceu com 43% e Flávio com 38%, diminuindo a diferença para cinco pontos percentuais.
Aprovação e desaprovação ao governo também estão próximas: segundo a Quaest, 49% reprovam a gestão Lula, enquanto 45% aprovam. Os primeiros salários com a nova isenção do Imposto de Renda começaram a ser pagos em fevereiro, e o governo aposta que o benefício ampliará a base de apoio do presidente.
No entanto, integrantes do governo avaliam que ainda é cedo para medir o impacto da medida, pois os consumidores enfrentam grande volume de despesas entre o fim de ano e o início de janeiro, como festas e impostos. A projeção é de que o alívio orçamentário seja sentido nos próximos meses.
Auxiliares apontam ainda que o ritmo de publicidade federal desacelerou no fim de 2023 e que o Carnaval deslocou o debate político. O governo reconhece que ações sociais pouco sensibilizam o eleitorado bolsonarista, tornando a disputa acirrada e possivelmente decidida já no primeiro turno, dada a forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.






