Da redação
A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), teve maior repercussão entre os moradores do Noroeste, bairro nobre da capital federal onde reside, do que nos ambientes políticos e administrativos do Distrito Federal. Costa foi detido pela Polícia Federal na manhã de quinta-feira, 16 de maio, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero.
Antes de ser preso, já havia perdido prestígio, especialmente após deixar o comando do BRB em novembro do ano passado. Indicado há seis anos pelo então governador Ibaneis Rocha (MDB), Paulo Henrique detinha a confiança do chefe do Executivo local, mas, recentemente, apoiadores já associavam sua postura a uma mudança de temperamento, sobretudo devido ao direcionamento de patrocínios do banco a times de futebol e eventos de Fórmula 1.
Ao longo de sua trajetória, o executivo ficou conhecido por oscilar entre grandes conquistas e quedas expressivas. Acusado de receber propina de Daniel Vorcaro, Costa vê hoje crescer o número de desafetos no meio bancário após o avanço das investigações.
Desde o início do escândalo, agravado pelo vazamento de mensagens trocadas com o pivô da crise, Paulo Henrique está sem previsão de quando poderá deixar o Complexo Penitenciário da Papuda. Seu futuro depende de decisão do ministro André Mendonça, relator do inquérito Banco Master no Supremo Tribunal Federal.
Por fim, amigos e ex-colegas resumiram o destino do ex-presidente do BRB em uma frase dita ao PlatôBR: “Era um bancário comum, mas queria ser banqueiro. Não foi, e jamais será.”






