Da redação
A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (6). O avanço, porém, não compensa as perdas acumuladas pela indústria entre setembro e dezembro de 2025, mantendo o saldo negativo em 0,8% para o setor.
“O avanço de janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”, afirmou André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE. Ele destacou que a alta foi favorecida pelo retorno da produção após férias coletivas em dezembro.
Entre os destaques positivos do mês estão as indústrias de produtos químicos, com expansão de 6,2%, veículos automotores, reboques e carrocerias, com 6,3%, e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com 2%. No setor químico, o destaque foram adubos, fertilizantes, herbicidas e fungicidas, enquanto o setor automobilístico foi puxado pela produção de caminhões e autopeças.
Por outro lado, seis atividades industriais registraram queda, com maior impacto negativo vindo do setor de máquinas e equipamentos (-6,7%). Segundo Macedo, as maiores perdas foram registradas em bens de capital para fins industriais e agrícolas, refletindo o efeito de juros elevados sobre o crédito.
Na comparação anual, de janeiro de 2026 frente a janeiro de 2025, houve crescimento de 0,2%. Em 12 meses, o setor acumula alta de 0,5%, mas a tendência é de desaceleração, segundo o IBGE. Macedo ressalta ainda que incertezas no cenário internacional, como os efeitos da guerra no Oriente Médio, podem trazer riscos à indústria brasileira.







