Da redação
O estudante supostamente envolvido na morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, não integra mais o quadro de alunos do Colégio Vitória Régia. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (13/2) pela diretora pedagógica da escola, Priscila Madureira, em publicação em seu perfil pessoal nas redes sociais. O caso ganhou repercussão após a prisão do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos.
Priscila afirmou ter recebido um “volume muito grande de mensagens de ódio” e acusações graves contra a escola, motivando sua manifestação. “Não posso mais permanecer em silêncio”, declarou a diretora, destacando que parte das críticas partiu de interpretações após entrevista do advogado da família de Rodrigo, que mencionou desentendimentos entre estudantes do colégio.
Segundo Priscila, nunca houve registros de perseguições, conflitos recorrentes ou episódios de violência entre os alunos citados. “Eles eram colegas de turma, conviviam no mesmo grupo de amigos e estudaram juntos por anos, sem relatos de brigas físicas ou discussões que tenham chegado ao conhecimento da equipe pedagógica ou dos próprios colegas”, afirmou.
A escola ainda não foi convocada a prestar depoimento pelas autoridades, fato que Priscila atribui à ausência de envolvimento institucional no caso. Ela informou que a agressão aconteceu durante o período de férias escolares, cerca de um mês e meio após o fim das aulas, o que, segundo a diretora, inviabilizou qualquer intervenção prévia.
No comunicado, Priscila frisou que falava como “mulher, mãe e cidadã” e não oficialmente pela escola, acrescentando que acusações difamatórias estão sendo encaminhadas à Justiça. Rodrigo Castanheira morreu após ser agredido em 23 de janeiro, em Vicente Pires, e o Ministério Público denunciou Pedro Turra por homicídio doloso qualificado por motivo fútil.








