Da redação
Angelita Manoela Rodrigues, auxiliar de limpeza de 40 anos, foi morta a facadas pelo companheiro Lafayete Gonzaga da Silva, eletricista de 40 anos, dentro de um supermercado na região da praça Santa Clara de Assis, no Morro Grande, zona norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, Angelita foi atacada pelas costas, sofreu diversos ferimentos na fila do açougue e chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal da Brasilândia, mas não resistiu.
De acordo com Leila Lira, colega de trabalho e amiga da vítima, Angelita vivia um relacionamento marcado por ameaças, agressões físicas e verbais. “Ela sempre ia trabalhar com a cara machucada. Todo mundo na empresa sabia”, declarou Leila, que relatou tentativas do grupo de amigas em ajudar, inclusive oferecendo moradia e alugando uma casa para Angelita. Entretanto, segundo ela, a vítima não aceitava deixar o agressor devido às ameaças feitas também a quem tentava ajudá-la.
Ainda conforme Leila, Lafayete teria sido demitido da empreiteira onde ambos trabalhavam porque chegava embriagado e gerava temor entre os colegas. Angelita também perdeu o emprego devido às consequências das agressões. A amiga contou que a vítima não tinha família em São Paulo e apresentava dependência emocional do agressor, estando isolada do círculo familiar, que residia no interior.
Segundo a polícia, antes de cometer o homicídio, Lafayete matou uma cachorra de Angelita. Após o crime, ele foi localizado caído com ferimentos nos pés, preso e levado à delegacia. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher como feminicídio, violência doméstica e abuso a animais. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que foi realizada audiência de custódia e a prisão foi convertida em preventiva, em processo sob segredo de Justiça.





