Da redação
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou a avaliação “Uma Década do Acordo de Paris: Um Compêndio de Contributos sobre as Contribuições Nacionalmente Determinadas, NDCs”, destacando o progresso dos países dez anos após o tratado climático global. Segundo o relatório, até o fim de 2023, 128 Estados Partes, responsáveis por 78% das emissões globais de gases de efeito estufa, apresentaram novas NDCs para o ciclo de 2025. Entre eles estão Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.
O Pnud enfatiza o apoio do Sistema das Nações Unidas a 61 desses países, dentro da Promessa Climática 2025, representando 71% das submissões feitas por países em desenvolvimento. O documento também ressalta a importância da COP30, realizada no Brasil, onde foi elaborado o “Pacote de Belém”.
Durante a COP30, foram lançadas iniciativas como o Acelerador Global de Implementação e a plataforma “Missão Belém para 1,5°C”, impulsionando a cooperação internacional para mitigação, adaptação e investimentos climáticos. A conferência reconheceu o papel de organizações da ONU e parceiros de desenvolvimento no apoio aos países na implementação das NDCs.
O Pnud classifica o Pacote de Belém como um avanço difícil, vital para reforçar o Acordo de Paris, fixar o limite de 1,5°C e priorizar a adaptação. Também incentivou a adoção de indicadores para a Meta Global de Adaptação e o compromisso de triplicar o financiamento para adaptação até 2035.
O relatório aponta que, rumo à COP31, os países devem continuar priorizando a aceleração da implementação das NDCs, baseando-se em ação política, mobilização financeira, soluções setoriais e engajamento social. O Pnud destaca a importância de não deixar ninguém para trás e do uso de novas tecnologias digitais e inteligência artificial para ampliar o impacto das medidas climáticas.








