Da redação
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é considerada um projeto estratégico para avançar os interesses de seus Estados-membros em um cenário internacional mais complexo, segundo o embaixador de Angola junto às Nações Unidas, Francisco José da Cruz. De acordo com Cruz, para fortalecer a organização, é fundamental ampliar o papel da língua portuguesa no mundo. O embaixador ressalta que a Cplp tem lidado com temas cada vez mais diversificados e busca apresentar posições comuns em fóruns internacionais.
Cruz afirmou que o aumento do capital político da organização depende de maior presença internacional do português, defendendo que a língua seja reconhecida como idioma de trabalho em organizações internacionais. Segundo ele, isso reforçaria a identidade coletiva dos países de língua portuguesa e facilitaria a defesa dos interesses do bloco. A embaixadora angolana Maria de Fátima Jardim ocupa, atualmente, o posto de secretária-geral da Cplp.
A mobilidade dentro do espaço da Cplp é apontada pelo embaixador como um fator essencial para aproximar cidadãos e ampliar oportunidades de cooperação entre estudantes, cientistas e empresários. Francisco José da Cruz defende a implementação mais efetiva do acordo de mobilidade, permitindo maior circulação de pessoas entre os países lusófonos distribuídos em quatro continentes. Para ele, este é um dos caminhos para tornar a organização mais próxima da população.
Fundada inicialmente por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, a Cplp passou a contar com Timor-Leste a partir de 2002, e com a Guiné-Equatorial em 2014. O português é língua oficial de cerca de 280 milhões de pessoas, sendo a principal do Hemisfério Sul e uma das mais utilizadas na internet. A organização soma mais de 30 países observadores, incluindo França, Estados Unidos, Índia e Japão.





