Da redação
Antonio Carlos Secchin, poeta, crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras, destacou em publicação nas redes sociais a relevância do nome do vice-presidente na urna eleitoral, frequentemente apresentado de forma pouco visível. Segundo Secchin, o Brasil tem tradição de surpresas políticas advindas justamente da posição de vice.
De acordo com o acadêmico, metade dos presidentes desde o fim da ditadura foi substituída por seus vices, como ocorreu com Tancredo Neves, Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff. Secchin afirmou: “No Brasil, desde o fim da ditadura, nada menos que metade dos presidentes, 3 em 6, foi substituída pelo vice por diversos motivos.” O poeta defende atenção redobrada à escolha, considerando que “serão eleitos dois candidatos, o presidente e o vice, não apenas um”.
Geraldo Alckmin, médico de Pindamonhangaba, soma quase cinco décadas de vida pública, com passagens como vereador, prefeito, deputado, governador de São Paulo e vice-presidente. Também comandou o Ministério da Indústria e Comércio até se licenciar. Já Alfredo Gaspar, deputado federal por Alagoas, atuou como promotor por 24 anos e foi relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. O nome de Gaspar foi alvo de desconfiança interna em sua campanha e esteve envolvido em uma acusação judicial, posteriormente arquivada pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República, que não encontrou provas suficientes. Gaspar nega as acusações.
A trajetória dos vices ganhou relevância histórica no Brasil. José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer assumiram a Presidência e promoveram mudanças marcantes, como a Constituição de 1988, o Plano Real e o teto de gastos, respectivamente. Outros vices, como José Alencar, influenciaram politicamente mesmo sem assumir o cargo máxima.




