Da redação
Antônio Fagundes revelou que está sendo processado por uma espectadora que perdeu o horário de uma peça e não pôde entrar, devido à regra de fechar as portas após o início da apresentação. O caso foi divulgado após entrevista recente do ator, que reforçou sua posição em defesa da política, implementada nos espetáculos que protagoniza.
Segundo Fagundes, a autora da ação é uma juíza e o processo tramita na mesma comarca onde ela atua, localizada em uma cidade de cerca de 35 mil habitantes. O ator afirmou que “acha que isso nem é legal”, ao comentar a situação e expressar surpresa com o local do julgamento.
O artista novamente defendeu a medida ao justificar que seu compromisso é com o público pontual. “Quando eu começo o espetáculo, eu tenho 650 pessoas sentadas na plateia. Eu não posso desrespeitar essas pessoas deixando que 2 ou 3 cheguem atrasados, com celular, falando alto, apontando luzes”, declarou.
Fagundes reforçou que, após a cortina se abrir, não é possível permitir atitudes que prejudiquem a experiência dos demais. Disse ainda que considera o atraso uma falta de respeito com o elenco e o público, e afirmou manter a decisão mesmo diante de críticas recebidas ao longo dos anos.
Em tom descontraído, o ator mencionou que a ideia de uma “Lei Antônio Fagundes”, para proibir entradas após o início dos espetáculos, circula como brincadeira na internet. Atualmente, ele está em cartaz com “Dois de Nós” no Teatro Tuca e estreia “Sete Minutos” no Teatro Cultura Artística, ambos em São Paulo. Também integra o elenco da novela “Quem Ama Cuida”, da TV Globo.
Esse não é o primeiro processo movido por espectadores barrados em suas peças. Em 2023, Regia Cleudes e Mauricio Ganzarolli tiveram o pedido de R$ 20 mil por danos morais e materiais negado pela Justiça. A juíza responsável esclareceu que ambos sabiam da proibição de entrada após o horário, informação presente nos ingressos.





