Início Economia Apesar dos conflitos, Ipea projeta alta de 1,8% no PIB brasileiro

Apesar dos conflitos, Ipea projeta alta de 1,8% no PIB brasileiro

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Da redação

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), prevê que a economia brasileira crescerá 1,8% em 2024. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (9) na Carta de Conjuntura nº 70, e considera o cenário internacional instável após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã em 28 de fevereiro, que elevou a cotação do petróleo.

Apesar do contexto global descrito pelo instituto como “o momento de maior tensão geopolítica desde o fim da Guerra Fria [1947-1991]”, o Ipea vê “motivos para moderado otimismo”. Segundo o estudo, o crescimento contínuo da renda das famílias e o aumento do crédito concedido pelo sistema financeiro nacional sustentam o avanço econômico brasileiro.

O consumo das famílias, impulsionado pelo reajuste real do salário mínimo, é apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também ligado ao MPO, como “um dos maiores motores da economia”. O crédito disponibilizado viabiliza investimentos privados, que se somam ao consumo, aos gastos do Estado e ao saldo comercial como componentes do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O Ipea avalia que o governo federal deve manter a política do novo arcabouço fiscal, aumentando gastos sociais e receitas públicas, especialmente devido à política de valorização do salário mínimo e à reindexação dos gastos com saúde. Sobre comércio exterior, o instituto acredita em efeitos positivos de “políticas fiscais expansionistas”, destacando investimentos em inteligência artificial e elevação de gastos militares por causa da guerra no Oriente Médio.

Em 2023, o Ipea acertou a projeção de alta de 2,3% do PIB. Mantida a previsão atual, o crescimento acumulado entre 2023 e 2026 deve chegar a 10,7%, superando os quadriênios anteriores, com altas de 5,7% entre 2019-2022 e 9,9% entre 2015-2018. Para 2027, a estimativa do instituto é de crescimento de 2%.