Da redação
O requerimento para criação de uma comissão externa que acompanhe as investigações da morte do cão Orelha, ocorrido em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis, obteve destaque no site da Câmara entre os dias 2 e 8 de abril, ficando como o quarto projeto de maior interação. Protocolado pela deputada Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), o pedido surgiu em meio a relatos de possível interferência de familiares dos adolescentes supostamente envolvidos no caso. O documento cobra uma “investigação isenta”, mas não detalha como seria formada a comissão.
O cão Orelha morreu no dia 5 de janeiro após ser atacado na madrugada anterior e chegou a ser socorrido por moradores locais. A Polícia Civil concluiu a investigação solicitando a internação de um adolescente suspeito, embasada em imagens de vídeo que mostram o jovem nas proximidades do local do crime por volta das 5h30, horário estimado do ataque.
A defesa do adolescente nega envolvimento e aponta ausência de provas, além de relatar disseminação de desinformação e ameaças virtuais contra familiares dos investigados. O laudo pericial após exumação não determinou a causa da morte, mas também não descartou hipótese de trauma. Não foram identificadas fraturas ou lesões provocadas por ação humana, contrariando rumores que circularam em redes sociais.
A repercussão do caso motivou a apresentação de 25 projetos de lei sobre proteção animal na Câmara e gerou protestos em diversas cidades. Na quinta-feira (9), o Ministério Público de Santa Catarina informou que solicitou uma diligência específica, sem detalhes, para concluir seu parecer, afirmando que o caso demanda análise criteriosa devido ao “vasto conjunto de provas”.
A investigação segue sob sigilo. Além disso, a Justiça de Santa Catarina suspendeu em março apuração sobre a conduta do ex-delegado geral Ulisses Gabriel. O Ministério Público instaurou inquérito contra ele no dia 13 para apurar suspeitas de abuso de autoridade, vazamento de informações e improbidade administrativa.






