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Após caso de agressão em elevador, Celina Leão fala sobre raízes da violência doméstica

Da redação do Conectado ao Poder

Vice-governadora do DF afirma que tentativa de feminicídio em Natal expõe a escalada silenciosa da violência contra mulheres

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se manifestou publicamente sobre a agressão brutal sofrida por uma mulher de 35 anos no último sábado (26), em Natal (RN). A vítima foi espancada pelo namorado, o ex-jogador de basquete Igor Cabral, dentro do elevador de um condomínio. Após levar mais de 60 socos, a mulher sofreu múltiplas fraturas no rosto e no maxilar, e deve passar por uma cirurgia para reconstrução dos ossos da face, segundo o Hospital Universitário Onofre Lopes.

Celina, ao comentar o episódio, afirmou que a violência registrada pelas câmeras de segurança “é como assistir um grito sufocado se tornar visível”. Para ela, o ataque representa um símbolo doloroso da violência que muitas mulheres enfrentam diariamente de forma invisível. “É como se o nosso país inteiro tivesse entrado naquele elevador com ela”, declarou a vice-governadora, destacando que o caso não é isolado, mas o desfecho de uma escalada muitas vezes ignorada.

O agressor, Igor Cabral, de 29 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Ele vai responder por tentativa de feminicídio. A cirurgia da vítima ainda não tem data marcada, mas a internação está prevista para esta quinta-feira (31). O caso ganhou ampla repercussão nacional após a divulgação do vídeo que mostra a sequência de socos dentro do elevador.

Celina reforçou que a violência contra a mulher começa antes da agressão física. “Começa no primeiro grito, no primeiro ciúme disfarçado de cuidado, no primeiro empurrão silenciado por medo ou vergonha”, afirmou. Ela ainda alertou para a importância de não banalizar o controle e o machismo como expressões de afeto. “Juliana sobreviveu, mas poderia não estar viva. Nenhuma mulher deveria depender da sorte ou de uma câmera de segurança para que sua palavra seja levada a sério”, concluiu.