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Após cinco anos das manifestações de junho de 2013 praticamente nada mudou no comportamento dos políticos

Por Sandro Gianelli

Senador Cristovam Buarque
Senador Cristovam Buarque

Nada mudou

O senador Cristovam Buarque (PPS) avalia que após cinco anos das manifestações de junho de 2013, o Brasil passa por uma situação de desagregação social, de crise econômica e de falta de representatividade política.

Sem aprendizado

Para Cristovam, num primeiro momento, as manifestações causaram um susto na classe política. Mas a longo prazo os políticos não tiraram lições práticas do que motivou os brasileiros a irem às ruas. “Todo susto passa. Eu lamento dizer que nós não aprendemos com aquelas manifestações”, conclui.

Alírio Neto, presidente do PTB-DF
Alírio Neto, presidente do PTB-DF

Avaliação de servidor

Para o pré-candidato ao GDF, Alírio Neto (PTB), a população do DF precisa encontrar nas administrações regionais a real utilidade da estrutura. “O cidadão deve sair de lá com o problema resolvido! Atualmente as administrações só servem para hospedar cabides de emprego e negociações políticas. Vamos mudar essa metodologia! O servidor indicado que for mal avaliado será dispensado”.

Cobrança

O deputado Delmasso (PRB) cobrou da Secretaria de Saúde a execução da Lei 5.612/2016, que garante atendimento especial às famílias de crianças com deficiência. A lei é de autoria do parlamentar e tem o objetivo de ampliar os cuidados que estes familiares necessitam como assistência médica, social, psicológica e educacional.

“Estamos cobrando a execução da Lei porque ela ajuda a melhorar a qualidade de vida das famílias de crianças com deficiência, garantindo os seus direitos básicos”.

Deputado distrital Delmasso (PRB).

Sem consenso

A lei do silêncio continua sem consenso entre os deputados distritais. Na véspera das eleições a tendência é que o tema não seja debatido e fique para depois do pleito eleitoral. Como a lei ainda não passou por nenhuma alteração, a fiscalização continua e somente nesse ano quase 100 estabelecimentos já foram autuados.

Falta bicicletário

A Câmara fez sua parte e aprovou a lei. O governo fez a dele e aprovou um decreto. Era para tudo está ocorrendo normalmente, mas… O decreto determina que sejam instalados bicicletários nas áreas públicas e nos comércios do DF. Só que em tempos de Agefis atuante e com a falta de uma regulamentação sobrou espaço para a insegurança e ninguém quer correr o risco.

Discurso opositor

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), adotou um discurso claro de oposição ao Governo Temer. “Precisamos repensar nosso Estado para que o Governo trabalhe para o povo, atendendo as demandas da sociedade de maneira responsável, socialmente consciente e economicamente sustentável”.

Pré-campanha

Além da crítica, o discurso configura nitidamente a intenção de se posicionar como capaz de solucionar o problema. Maia entende que a condução do Governo faz com que não sobre dinheiro para atender aos pleitos da sociedade como a segurança e educação.

Culpa dos outros

A nova campanha publicitária do Governo Federal vincula a impopularidade do presidente Michel Temer (MDB) ao cansaço da população por causa da crise econômica provocada por governos passados. A campanha afirma que o Brasil estava no caos. Apesar da crítica, não houve menção ao PT e nem a ex-presidente Dilma Rousseff.

Mantido

O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou mantido para amanhã (21). A defesa do presidente pediu o adiamento, mas o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, negou adiar seu interrogatório. O depoimento é referente a Operação Zelotes.

* A Coluna é escrita por Sandro Gianelli e publicada de segunda a sexta no Portal Conectado ao Poder, no Jornal Alô Brasília e no Portal Alô Brasília.