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Após queda nas pesquisas, Flávio Bolsonaro adota discurso mais alinhado ao de Jair

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Da redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou a condução de sua pré-campanha à Presidência após áudios vazados em que aparece cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master. O episódio resultou em queda nas pesquisas de intenção de voto, conforme atualização da AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 19, em Brasília.

Segundo informações apuradas, antes da divulgação das mensagens, Flávio mantinha postura cautelosa e evitava apresentar propostas ou opinar sobre temas de destaque. Após uma semana na defensiva, ele passou a adotar discurso mais incisivo, buscando diferenciar-se do governo federal nas pautas prioritárias.

Durante a 18ª Marcha da Confederação Nacional dos Municípios, diante de prefeitos de todo o país, Flávio Bolsonaro tratou de segurança pública, relações federativas, economia e propostas de trabalho. Ele ressaltou: “O trabalhador é que tem que escolher o quanto tempo trabalha e não o governo”, enfatizando que respeitará todos os direitos garantidos na Constituição.

A escolha por antecipar debates foi justificada como estratégia para fortalecer o contraste com o governo Lula, especialmente em relação ao projeto da jornada 6×1. O senador afirmou que se eleito pretende manter a polarização que considera benéfica à candidatura, e destacou propostas como o armamento das guardas municipais.

Em relação ao combate ao crime, Flávio enviou mensagem direta às facções: “Anotem aí, marginais de CV e PCC, ouçam. Metam o pé do Brasil até dezembro desse ano porque, senão, a partir do ano que vem, vão ser presos ou neutralizados pelas nossas polícias. Marginal não vai ter mais vez aqui no Brasil”, declarou o pré-candidato.

O novo posicionamento contou com apoio da direção do PL. O deputado Lincoln Portela (MG), presidente do PL 50+, avaliou que “a crise é um ponto de retorno para nosso crescimento”. O partido esperava queda de até 5 pontos após a polêmica, mas Flávio perdeu 6 pontos no levantamento mais recente.