Da redação
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem recebido apoio de importantes nomes do partido Novo, tradicionalmente alinhado ao bolsonarismo. Essa movimentação intensificou rumores de desunião interna, especialmente sobre o projeto de Romeu Zema, ex-governador de Minas, disputar de forma independente ao Planalto. Alguns integrantes defendem que Zema aceite a vaga de vice numa chapa liderada por Flávio, em vez de manter candidatura própria.
A recente reaproximação entre o empresário Paulo Marinho e a família Bolsonaro fortalece esse cenário. Suplente de Flávio no Senado, Marinho havia rompido com o grupo após críticas públicas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A reconciliação foi divulgada por André Marinho, filho de Paulo e principal aposta do Novo para o governo do Rio de Janeiro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, André declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Caso essa aliança se confirme, Flávio terá dois palanques no Rio de Janeiro, considerado principal reduto bolsonarista. Antes desse apoio, Flávio cogitava o deputado Douglas Ruas (PL) para a sucessão do ex-governador Cláudio Castro (PL) no estado.
Situação semelhante ocorreu no Rio Grande do Sul. O deputado Marcel Van Hattem (Novo) recebeu aval de Jair Bolsonaro para concorrer ao Senado, reforçando a estratégia de ampliar a bancada bolsonarista. O apoio aconteceu enquanto o ex-presidente cumpria condenação por tentativa de golpe na Papudinha, em Brasília, beneficiado pelo STF com regime domiciliar temporário.
Neste cenário, Van Hattem se iguala ao deputado Sanderson (PL), ambos integrantes do núcleo de confiança de Bolsonaro, que buscam garantir espaço no Senado pela direita em 2024.







